Conhecendo os tipos de assinaturas digitais para gestão empresarial

Conhecendo os tipos de assinaturas digitais para gestão empresarial

Contratos5 de fevereiro de 20257 min de leitura

Assinatura simples, avançada ou qualificada: cada tipo tem um nível diferente de segurança e validade jurídica. Entender as diferenças é fundamental para escolher corretamente e proteger sua empresa.

Quando uma empresa decide digitalizar seus contratos, uma das primeiras dúvidas que surge é: qual tipo de assinatura eletrônica devo usar? A resposta depende do tipo de documento, do nível de risco envolvido e das exigências legais aplicáveis ao setor. Usar o tipo errado pode deixar um contrato vulnerável juridicamente — ou criar burocracia desnecessária para situações que não precisam dela.

A legislação brasileira, especialmente a Lei nº 14.063/2020 e o Marco Civil da Internet, reconhece diferentes modalidades de assinatura eletrônica. Cada uma oferece um nível distinto de segurança, rastreabilidade e peso jurídico.

Assinatura eletrônica simples

É a modalidade mais acessível. Consiste em qualquer elemento que permita identificar o signatário e demonstrar seu consentimento: um clique em "Aceito os termos", um nome digitado ao final de um e-mail, ou a assinatura coletada por uma plataforma com registro de e-mail e IP.

A assinatura simples é suficiente para a grande maioria dos contratos empresariais do cotidiano: prestação de serviços, contratos de fornecimento, acordos de confidencialidade, contratos de locação comercial e outros documentos onde o principal objetivo é registrar o consentimento de forma ágil.

  • Não exige certificado digital
  • Pode ser coletada via e-mail, link ou aplicativo
  • Tem validade jurídica desde que haja trilha de auditoria (IP, data, hora, e-mail do signatário)
  • É a modalidade mais usada por empresas que automatizam contratos em volume

O ponto de atenção é a rastreabilidade. Uma assinatura simples sem registro de evidências — sem log de IP, sem confirmação por e-mail, sem carimbo de tempo — fica difícil de provar em caso de contestação. Por isso, é importante usar uma plataforma que gere e armazene essa trilha automaticamente.

Assinatura eletrônica avançada

A assinatura avançada exige que o signatário seja identificado de forma mais robusta. Exemplos comuns incluem autenticação por código OTP enviado ao celular do signatário, uso de biometria facial, ou assinatura vinculada a um cadastro com dados verificados.

Esse nível é recomendado para contratos de maior valor financeiro, documentos com implicações trabalhistas, ou situações em que a identidade do signatário é especialmente relevante para a validade do ato — como procurações, contratos de sociedade ou acordos de acionistas.

  • Exige autenticação adicional do signatário (OTP, biometria, token)
  • Oferece maior segurança contra contestações de autoria
  • Recomendada para contratos acima de R$ 10.000 ou de longa duração
  • Não exige certificado ICP-Brasil, mas deve usar mecanismos verificáveis

Assinatura eletrônica qualificada (ICP-Brasil)

É a modalidade de maior força probatória no Brasil. Utiliza um certificado digital emitido por uma Autoridade Certificadora credenciada à ICP-Brasil — o padrão oficial do governo federal. Exemplos incluem o certificado e-CPF, e-CNPJ e o token físico usado por contadores e advogados.

A assinatura qualificada é obrigatória em situações específicas previstas em lei: envio de declarações fiscais à Receita Federal, petições no processo judicial eletrônico (PJe), emissão de notas fiscais eletrônicas em alguns estados, e documentos que precisam de fé pública equivalente à assinatura com reconhecimento em cartório.

  • Exige certificado digital ICP-Brasil (e-CPF ou e-CNPJ)
  • Tem presunção legal de autenticidade e integridade
  • Obrigatória para documentos fiscais, judiciais e atos notariais eletrônicos
  • Processo mais burocrático: o signatário precisa ter o certificado instalado

Qual tipo usar em cada situação?

A regra geral é usar o nível mínimo necessário para o risco envolvido. Exigir assinatura qualificada para um contrato de prestação de serviços de baixo valor é burocracia excessiva que trava o processo comercial sem adicionar benefício real. Por outro lado, usar assinatura simples sem trilha de auditoria para um contrato de alto valor é um risco que pode custar caro se houver disputa.

  • Contratos de serviço, freelancers, fornecedores: assinatura simples com trilha de auditoria
  • Contratos trabalhistas, de sócio, procurações: assinatura avançada com OTP ou biometria
  • Documentos fiscais, petições judiciais, atos notariais: assinatura qualificada ICP-Brasil
  • Contratos internacionais: verificar a equivalência do padrão brasileiro com o exigido no país de destino

O impacto na gestão de contratos em volume

Para empresas que emitem dezenas ou centenas de contratos por mês, a escolha do tipo de assinatura impacta diretamente a velocidade do processo comercial. Exigir certificado ICP-Brasil de todos os clientes, por exemplo, adiciona dias ao ciclo de fechamento — muitos clientes simplesmente não têm o certificado e não vão instalá-lo para assinar um contrato de serviço.

A assinatura simples com boa rastreabilidade, implementada por uma plataforma que gera trilha de auditoria completa (IP, data, hora, e-mail confirmado, hash do documento), oferece proteção jurídica suficiente para a grande maioria dos contratos e pode ser concluída em menos de dois minutos pelo signatário, de qualquer dispositivo.

Na Assini, você escolhe o nível de assinatura adequado para cada tipo de contrato e o processo de coleta é automatizado do início ao fim — do envio do convite ao arquivo assinado armazenado com sua trilha de auditoria.

Comece agora

Conheça a Assini

Gerencie contratos, automatize cobranças, emita notas fiscais e conte com assessoria jurídica e contábil — tudo em uma única plataforma.

Conheça a Assini

Esse post te auxiliou?