Assinatura eletrônica em cartório vs plataformas digitais: quando cada uma vale

Assinatura eletrônica em cartório vs plataformas digitais: quando cada uma vale

Tecnologia13 de dezembro de 20247 min de leitura

Muitos clientes ainda exigem reconhecimento de firma achando que é mais seguro. O que a lei diz sobre equivalência jurídica e como educar seu cliente.

A crença equivocada de que cartório é mais seguro

Por décadas, o reconhecimento de firma em cartório foi a única forma de dar autenticidade comprovada a um documento assinado. Essa memória cultural ainda é forte — e muitos clientes, especialmente os mais conservadores, continuam exigindo a assinatura com firma reconhecida mesmo quando a lei já reconhece plena validade jurídica para assinaturas eletrônicas.

O que a legislação brasileira diz

A Medida Provisória 2.200-2/2001 e a Lei 14.063/2020 estabelecem que a assinatura eletrônica tem validade jurídica equivalente à assinatura manuscrita com firma reconhecida em cartório, desde que use mecanismos adequados de verificação de identidade. Para contratos entre partes privadas, a assinatura eletrônica avançada — com verificação por biometria, selfie e SMS — já é plenamente válida e legalmente vinculante.

O que o cartório ainda oferece que as plataformas não oferecem

O reconhecimento de firma em cartório tem um valor simbólico e psicológico que ainda importa em algumas situações: imóveis acima de determinado valor, procurações com poderes amplos, documentos que precisam ser apostilados para uso internacional, e situações em que a outra parte simplesmente não aceita o digital por razões culturais. Nesses casos, o cartório ainda é o caminho.

Vantagens das plataformas digitais que o cartório não oferece

Plataformas de assinatura eletrônica oferecem trilha de auditoria completa com IP, geolocalização, timestamp e hash do documento — informações que o cartório não registra. Em caso de contestação judicial, essa trilha é uma prova muito mais robusta do que o simples reconhecimento de firma, que apenas atesta que a assinatura parece autêntica, sem verificar a identidade com os mecanismos modernos disponíveis.

Como educar clientes relutantes

A abordagem mais eficaz é mostrar, na prática, como o processo funciona e qual o nível de segurança envolvido. Compartilhar o certificado de assinatura emitido pela plataforma, explicar o que é a trilha de auditoria, e citar a base legal da validade da assinatura eletrônica costuma resolver a resistência na maioria dos casos. Para clientes que ainda assim insistem no cartório, avalie se o custo operacional e o atraso no fechamento justificam manter essa exigência.

Conclusão: a assinatura eletrônica em plataformas digitais é juridicamente equivalente — e em muitos casos, mais segura — do que o reconhecimento de firma em cartório. O desafio é cultural, não legal.

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