Negativação de clientes inadimplentes: SPC, Serasa e o que a lei permite

Negativação de clientes inadimplentes: SPC, Serasa e o que a lei permite

Tecnologia15 de novembro de 20247 min de leitura

Quais as regras para negativar um devedor, quais informações são obrigatórias e como evitar processos por negativação indevida.

Negativar um cliente: o que significa na prática

Negativar um cliente significa registrar a dívida em um bureau de crédito — como SPC Brasil ou Serasa Experian — de modo que essa informação fique disponível para consulta por terceiros durante processos de concessão de crédito. Na prática, o devedor negativado tem dificuldade para abrir contas, obter financiamentos, assinar contratos de aluguel e realizar diversas transações que dependem de análise de crédito.

O que a lei exige antes de negativar

O Código de Defesa do Consumidor estabelece obrigações claras para quem vai negativar um devedor: notificação prévia por escrito informando o valor da dívida, a data de vencimento e o prazo para regularização antes do registro. Negativar sem notificação prévia é ilegal e pode gerar processo de danos morais, com indenizações que frequentemente superam o valor da dívida original.

Como funciona o processo de negativação

A negativação pode ser feita diretamente nos portais do SPC e Serasa mediante contrato com essas entidades, ou por meio de plataformas de cobrança que já têm integração com os bureaus. O processo exige os dados completos do devedor, o valor da dívida, a data de vencimento e o número do contrato ou título. O registro fica ativo por até cinco anos, conforme o CDC.

Negativação indevida: um risco real para credores

Negativar um cliente que pagou, que não tem a dívida reconhecida, ou que foi negativado sem a notificação prévia exigida por lei é uma das causas mais comuns de ações de danos morais no Brasil. A jurisprudência é bastante favorável ao consumidor nesses casos, com indenizações que variam de R$ 3.000 a R$ 15.000 dependendo do impacto demonstrado. Manter o processo rigorosamente dentro da lei é fundamental.

Quando excluir o registro

Assim que a dívida for quitada, o credor tem a obrigação legal de solicitar a exclusão do registro em até cinco dias úteis. O não cumprimento desse prazo também configura irregularidade e pode gerar ação judicial. Manter um processo automatizado de exclusão após o pagamento é tão importante quanto o processo de inclusão.

Conclusão: a negativação é uma ferramenta legítima e eficaz, mas exige processo rigoroso. Feita de forma correta, resolve inadimplências. Feita de forma errada, gera passivo judicial maior do que a dívida.

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